Porque o ensino brasileiro é falho?

O ensino brasileiro avançou sem dúvidas, mas parece ter sido só na inclusão social. E ainda há muitas crianças e adolescentes fora da escola. O que realmente ainda falta para a educação do Brasil melhorar? São três itens: “Conhecimento, paciência e tolerância”. 

 

Foto / Reprodução: Editora Abril

Em novembro, todos nós sabemos, acontece o ENEM, o Exame Nacional do Ensino Médio, hoje uma das provas mais conhecidas no mundo e que a cada ano atinge números cada vez maiores de inscrições em todo o Brasil. O teste mede a capacidade intelectual de cada estudante e mede também seu nível de intimidade com os estudos através de notas que devem ser maiores que 70%. É a porta de entrada para qualquer universidade federal e o vestibulando só entra se apresentar em sua prova um alto nível de escolaridade que avalia o próprio aluno e a escola, colégio ou instituição que ele estuda. A prova do ENEM é absolutamente grande e cansativa. Acontece em duas tardes de sábado e domingo, sempre com no mínimo 4 a 5 horas de duração. A prova é cansativa, apresenta de uma só vez 90 questões de diversas matérias, 90 em cada dia, no sábado e no domingo. O gabarito deve ser preenchido cuidadosamente sem que nenhum espaço da alternativa escolhida esteja ficado em branco. Cada gabarito dos dois dias tem 90 quadradinhos para serem cuidadosamente pintados e sem chances de recorrer a uma correção, caso haja um erro nele. O dia de domingo é ainda mais cansativo por se tratar de que é preciso fazer uma redação legível e de acordo com as regras da nova ortografia em poucos minutos depois da prova e ainda por cima assiná-la e entregá-la junto ao gabarito.

O ENEM tem suas qualidades, apresenta um programa de questões de ciências exatas, humanas e biológicas que combinam completamente com o padrão de países desenvolvidos, mas saibamos que nós não somos um país desenvolvido, podemos ser um país rico, mas desenvolvido, este é um sonho guardado para um futuro ainda mais distante. O ensino verdadeiramente de qualidade no Brasil é ainda algo muito restrito que somente crianças e jovens que pertencem à Classe A e B tem acesso. Essas crianças e jovens constroem sua vida estudantil e escolas e colégios particulares que exigem dos pais um salário totalmente alto. Essa população corresponde a apenas 15% da população brasileira e são essas crianças e jovens que terão a capacidade de enfrentar uma prova nível ENEM sem muitos problemas de concentração, ansiedade, medo e nervosismo. Mesmo com a classe média tendo crescido bem no Brasil, não nos esqueçamos da crise que assola o Brasil econômico, o aumento excessivo de impostos e a crise internacional, que por motivos de má administração governamental, está criando ninhos aqui. A classe média, diante deste quadro nebuloso, encontra-se no mesmo estado de quando vivia em estado de pobreza, que são as ainda existentes e em grande abundância, classes D, E e F.

Mesmo as escolas e os colégios particulares estão ainda começando a se acostumar com a idéia de ensino avançado no Brasil. A idéia de abrir escolas particulares é uma idéia totalmente verde e amarela, totalmente brasileira. O Brasil é um dos pouquíssimos países modernos do mundo que adotou este paradigma de escolas públicas (sem qualidade) e escolas pagas (com qualidade e bom ensino). Muitos pais já adotaram a mentalidade de que escola particular é sinônimo de sucesso para o filho. Seria, se não fosse o que há dentro dessas escolas. Encontra-se em escolas particulares o mesmo que se escolas públicas, alunos briguentos, alunos bagunceiros, grupos fechados e pequenas gangues que são as responsáveis pelo bullying escolar. O único fator que diferencia colégios particulares de escolas públicas são os professores, que são cobrados de um currículo altamente vasto para dar aulas em colégios particulares. Embora esta realidade também já esteja ficando distorcida, existem escolas públicas que recebem a sorte de ter um professor apto em sala de aula, mas isso, ainda hoje é uma raridade e a mudança deste quadro ainda está longe.

Colégios particulares e escolas públicas, de um lado a classe rica, a famosa elite, e do outro lado a classe média e pobre, conhecidos como gente do povo. Neste quadro o principal fator é o dinheiro e onde há dinheiro, há conflitos, há inclusive preconceito. Crianças ricas não podem se misturar com crianças pobres, meninas ricas não podem namorar com garotos pobres. É, essa é uma realidade dura no Brasil. O que os Estados Unidos tem de racismo, o Brasil tem de preconceito social e observemos que o racismo não está tão atrás quando se fala em Brasil. Contudo, hoje os negros estão tendo mais acesso aos estudos do que antigamente, mas é possível ver a olho nu que ainda há um número extremamente baixo de negros na faculdade e em escolas particulares, ainda menor.

Mesmo com um ensino brasileiro baseado completamente em processo seletivo, não podemos negar, o ensino no Brasil ainda está bem atrasado para colocar um aluno em frente a uma prova de ENEM.

Tudo no Brasil é por meio de processos seletivos: “Faculdades, Universidades, Escolas, Concursos e Empresas”. Todos esses fatores exigem pessoas capacitadas e com nível de estudo alto, no caso, aqueles que cresceram em escolas particulares. Isso resulta em ainda mais desigualdade social, menos crescimento econômico e mais exploração de trabalho, pois quem adquire conhecimento são poucos e quem se submete a falta do “saber” são muitos. Resultado: “Ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres”. Isso acarreta mais corrupção e claro, mais atraso na economia e principalmente na educação, que é a alavanca do progresso de um país. Para o ensino brasileiro ter mais resultados positivos, a educação de qualidade devia ser aberta a todos e não apenas a uma parcela favorecida financeiramente que paga por educação para seus filhos, esperando sempre o melhor para eles.

 

JÁ O ENEM! 

O ENEM é uma prova de altíssima qualidade, mas o perfil em que o teste se encontra está mais para padrão internacional do que brasileiro. Um professor profissional da área física por exemplo, leva 3 minutos para ler uma questão, mais 3 minutos para interpretá-la e mais 1 minuto para marcar a alternativa correta. Ou seja, um profissional levou 7 minutos para resolver uma questão de Física do ENEM que ainda tem 89 questões para serem resolvidas. Se levássemos 7 minutos para responder cada questão de um caderno do ENEM para que cuidadosamente pudéssemos marcar a alternativa correta com certeza de que acertamos, levaríamos em média 10 horas só de prova sem intervalos. Imagine agora um estudante de escola particular resolvendo a mesma questão, caso ele seja realmente bom em Física, ainda não é um professor nato, mas nem aptidão para racionar bem, este levaria no máximo de 8 a 10 minutos para resolver a questão. Mesmo assim, a cada minuto a mais do professor em uma questão, ele levaria duas horas a mais para resolver a questão inteira, ou seja, ele levaria 12 horas de prova sem interrupção. Peguemos agora um pobre jovem de escola particular em frente a esta questão do ENEM. É provável que ele não tenha um conhecimento aprofundado em Física, mas coloquemos ele diante da questão. Ele sentiria nervosismo, medo e ansiedade, com estes fatores, ele levaria de 15 a 16 minutos para chegar à alguma conclusão, e o pior, é que dentre as cinco alternativas, ele poderia marcar a opção errada. Sendo 15 minutos em cada questão e com números quebrados de duração em uma prova, se ele estivesse realmente determinado em descobrir a resposta de todas as questões com esforço, ele levaria mais de 22 horas sentado em frente à prova. É claro que isso não vai acontecer, é impossível, é praticamente um dia completo, mas o que queremos aqui é mostrar a realidade a que o ENEM submete milhares de alunos e que muitos se submetem a um dia inútil, uma falsa esperança. Já conheci muitos amigos meus que já disseram para mim que não vale mais a pena estudar. Eles sabem que na verdade vale, o que não vale e pena é sofrer tanto por uma vaga em uma universidade.

A prova do ENEM cansa como nunca. Os candidatos precisam ficar sentados em posição ereta para não doer as costas e ainda por cima, precisam pensar e raciocinar muito para realizarem uma boa prova e garantirem sua vaga na faculdade. Isso é algo para quem já está realmente habituado nos estudos e grande parte dos jovens brasileiros ainda não está habituada. O impressionante é saber que o maior sonho de cada um é seguir uma vida com estudos de qualidade. Não é à toa que essa é a geração de jovens mais revolucionária e revoltada da história do Brasil. Com certeza, seremos nós, os responsáveis por grandes mudanças. Já desejo desde já, um ótimo exame de ENEM para todos! Boa sorte! 

Redação: Ramon Ribeiro

Editor Chefe Bem Estar Ouro Fino 

Equipe Bem Estar Ouro Fino

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