Por que as manifestações nas ruas não estão dando resultado?

Só neste ano, já tivemos cerca de mais de 10 manifestações, sendo 2 delas em grande escala, mas não houve mudanças no cenário político brasileiro. Por quê?

 
Será que a corrupção é realmente o verdadeiro alvo do brasileiro?
 
Dia 15 de março, aconteceu uma grande manifestação pró-impcheament da presidente Dilma Roussef e também pelo fim da corrupção no Brasil. Dois dias antes, já havia acontecido um movimento a favor do partido PT, organizado por militantes e membros do MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Teto). Fora esses dois super eventos de destaque de 2015, outros também ganharam a atenção das mídias devido à grande violência concentrada nestes protestos. Ônibus queimados, estabelecimentos destruídos e empresas saqueadas foram apenas alguns dos graves acontecimentos de vandalismo que marcaram estes protestos de ódio contra o governo. A maior e mais marcante manifestação de todo o governo Dilma foram os protestos de Junho de 2013, que ganharam repercussão internacional em mídias estrangeiras e até em ruas de outros países onde brasileiros residem. 
Embora já tenhamos vivido uma série enorme de protestos a favor de várias ideologias, classes e partidos, estamos ainda no mesmo barco e não saímos do lugar. Depois de Junho de 2013, protestos nas ruas viraram moda no Brasil e de vez em vez, acabam por escapar de seus verdadeiros objetivos para propor no lugar, diversão e até mesmo uma forma de preencher a vida. Hoje estamos iludidos com protestos, não que sejam errados, eles devem acontecer, mas isso não permite que estejamos inseridos na política apenas por sair às ruas e protestar com discursos de ódio xingando a presidente Dilma de vagabunda e o Lula de ladrão. 
Está na hora do brasileiro aprender a protestar com a razão. 
Todos esses protestos que envolvem classes e discriminação, como "marcha das vadias", "movimento dos trabalhores sem teto", "parada gay" e "movimentos religiosos" só pregam e incentivam a intolerância. Todos esses protestos são frutos de fanatismo ideológico e que apenas contribuem para mais violência, discriminação, medo, preconceito e ódio, muito ódio, enfraquecendo a autonomia do cidadão. E o ódio não guia ninguém, a lugar nenhum. Só alimenta nossos instintos animalescos, nossas emoções cegas e nosso egoísmo de achar que somente nós sofremos injustiças, fazendo-nos pensar que temos direito a tudo por sermos oprimidos, nos dando razão de gritar, ofender e insultar, impedindo-nos cada vez mais de raciocinar, refletir e analisar os fatos para buscar assim uma solução ética, que favoreça a cidadania e inclusão de todos.   
O povo brasileiro sofre injustiças e isso não é fator exclusivo de ninguém! Estamos todos no mesmo barco. 
A mentalidade de que precisamos de um certo tipo de grupo ou classe para protestar e rotular cada uma como opressor e oprimido é mais uma tática do governo para dividir nosso país pelo ódio, afim de oferecer um presente para quem ganhar a guerra, no caso, benefícios estatais. Esta já é uma forma de se aliar ao governo e até mesmo incentivar que o crime é a única coisa que compensa no Brasil. É uma espécie de suborno coletivo. 
E assim, a identidade do povo brasileiro some. O barco afunda. Já não sabemos quem é o povo brasileiro, porque este povo está dividido e isso marca o início do fim da democracia e da cidadania brasileira. O fim da inclusão social. Abandonar o navio!
Os brasileiros precisam se consciêntizar de que não precisa haver vencedor nem perdedor para haver justiça. Isso é uma forma de exclusão social. Precisamos nos consciêntizar de que o único inimigo a ser vencido é a corrupção. 
Se a corrupção acabar, acaba o preconceito, o racismo, o machismo, a homofobia, o feminismo e o preconceito social. Pois com uma boa nação, suas escolas ensinarão o senso de ética para todos. 
A arma da democracia é a educação e a arma da corrupção é o ódio. 
O Brasil não pode mais ficar apenas nas ruas. Se quisermos realmente vencer a corrupção, precisamos parar com este desejo de se auto-promover e assim pensarmos mais no bem dos cidadãos em geral que nos cercam e pensar no bem de nossa cidade, estado e país como um todo. Precisamos aprender a ser mais tolerantes com as diferenças e opiniões em geral e pararmos de culpar o outro pelo que acontece de ruim em nossas vidas e arcar com as consequências de nossos atos e escolhas. 
Precisamos parar de pensar que somos os únicos perfeitos da humanidade e que somos o único mais oprimido e também o mais inteligente. Isso é egoísmo, isso é ignorância. Precisamos aprender a valorizar e entender o próximo como a nós mesmos. Ninguém é uma ilha. Somos todos uma rede que forma a democracia e essa rede sempre é ameaçada quando alguém é morto injustamente. Somos atingidos por um crime alheio, pois esta pessoa representa quem somos na sociedade. É uma visão de mundo que nos complementa. Precisamos sempre uns dos outros. 
 
Protestar com a razão
 

Somente gritos, buzinaços e panelaços não vai adiantar em nada. É preciso sim, saber ouvir o que os políticos tem a dizer em suas propagandas eleitorais. É a defesa deles. E se discordarmos, precisamos saber argumentar contra através do diálogo e do debate, instrumentos da democracia. 

É preciso saber dialogar com os imensos argumentos e mentiras de um corrupto e mostrar-lhe que ele está errado e que sua oratória pode tirá-lo do poder. É como se você fosse um domador. 

Somente o debate contribui para uma democracia e para a verdadeira liberdade de expressão, que não deve ser confundida com discursos de ódio. Discursos de ódio ofendem, oprimem, pregam a vitória de apenas uma classe ou grupo, discriminando outras formas de pensamento e opinião e isso é uma afronta à democracia e à inclusão social. 

Gritos não adiantam! É preciso saber ouvir, estudar e argumentar. 

Entrar em um partido ou criar um e se envolver a fundo nas questões políticas de nosso país. 

O instrumento do direito é a razão. Se fôssemos uma selva, não existiria tribunal.  

 
Matéria: Ramon Ribeiro dos Santos
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