Ouro Fino precisa ser globalizado!

Ouro Fino precisa ser globalizado!

Não basta cultura regional, menino da porteira e boi sem coração. Ouro Fino precisa acompanhar a velocidade do mundo.

Sem sombra de dúvida, Ouro Fino ainda é uma cidade muito conservadora e presa às suas próprias raízes, (raízes do passado), que a impedem de se atualizar e de se abrir à novas culturas, realidades e costumes presentes no mundo moderno.

O conservadorismo ourofinense prende a cidade ao passado e nunca permite que seus moradores olhem para um futuro mais próspero.

Há jovens ourofinenses vítimas da mente fechada da elite coronelista que por fim, acabam abandonando esta pequena cidade em busca de uma vida com mais movimento e mais cultura nos grandes centros do Brasil. Há quem já tenha dito em plena luz do dia, sem estar por trás das telas das redes sociais, que Ouro Fino é cidade de gente velha e atrasada e com essas palavras, tenham se mudado imediatamente para São Paulo e outras cidades desenvolvidas que acompanham o ritmo da modernidade. Afinal, o jovem é movido por sonhos e uma energia que precisa ser gastada e é nas grandes metrópoles onde a vida acontece. Mesmo com tanta violência presente, os jovens ainda preferem mais a fuga de uma bala perdida do que a monótona vida pacata do interior, que acompanha o ritmo da população idosa, ou seja: "lenta, sem graça e fugaz."

Os jovens que não tem condições de se mudarem para um outro lugar, acabam automaticamente sendo pressionados a aderir o mesmo modo de vida dos velhos e os fins de semana acabam sendo consumidos em inúmeras horas de sono, estudos, filmes, computador e para os desesperados por mudança e que não tem estes bens de consumo, em drogas, bebidas e prozac.

Enquanto a velha e conhecida elite de nome ourofinense aproveita suas noites de sexta e sábado em luxuosos restaurantes de nossas redondezas e alguns em viagens ao seu quintal de consumo paulista, a juventude vai se acabando, dia após dia, no vinho de péssima qualidade, no uísque de gosto extremamente horrível, e nos baseados que são comercializados na cracolândia ourofinense, localizado nos dois extremos da cidade do menino e do boi.

As migalhas de entretenimento que a juventude consome são distribuídas em eventos bem mineiros, como o rodeio e as quermesses tradicionais de origem no século XVIII. Ou seja, nada muda!

Mas o entretenimento cultural que faz o jovem sonhar e despertá-lo a ambição de ser alguém na vida não lhe é distribuído: "cinema, teatro, danceteria, parques de diversões, feiras de livros e de ciências". Acha que tudo isso é muito para uma cidade como Ouro Fino? Não para a enorme população e crescimento contínuo de jovens no munícipio; que se não tiverem acesso a toda essa cultura de massa global, podem acabar sendo manipulados que cultura é uma TV a Cabo, uma Internet Banda Larga e duas estátuas de música regional sertaneja. Além também de acabarem pensando que prosperidade é casar cedo e com um emprego de salário mínimo em alguma fábrica de grande porte "internacional" que se instale por aí.

Por mais que a cabeça da população permaneça fechada às novas tecnologias e às novas invenções da humanidade, o cinema "é Cultura", o teatro "É Cultura" e tudo isso torna as pessoas mais ricas em conhecimento, senso-crítico, política e visão de mundo; além de tudo isso também ajudar a formular sonhos e ideias para um mundo melhor. Quem consome cultura, automaticamente consome conhecimento e educação e caminha para uma vida próspera e equilibrada, com grande capacidade em discernimento, maturidade, formação profissional e casamento blindado.

E Ouro Fino está pobre! Muito pobre! Não se enganem que Ouro Fino está próspero por causa de estátuas, praças bonitas e comércio aberto.

Não há nem mesmo uma biblioteca pública de qualidade em nossa cidade. As locadoras de filmes estão sendo extintas e em breve serão dinossauros em terra. A vida desta juventude está se passando em frente à tela do celular e do smartphone, já que não há outra opção de entretenimento que dê asas à imaginação desta juventude cheia de ideias e de potencial, mas que está se desperdiçando em conversas fiadas com copos de cervejas e vodcas para suprir as mágoas e as revoltas impostas pela corrupção que nosso país sofre e que não lhes dão oportunidades de crescerem na vida.

Jovens conhecidos acabaram morrendo pela falta de opção em entretenimento para sonhar e realizar e nisso, a farra "única saída de um jovem desiludido" acaba se tornando "depressão e câncer", deixando para trás talentos e sonhos morrerem juntos com eles.

Ouro Fino vai mal sim! Ainda mais neste estágio de crise brasileira!

E isso não se retrata em monumentos. Retrata-se no povo!

E se a presidenta sair do poder, de que adianta? Já estamos afundados na lama há muito tempo. E pra concertar tudo isso, só investindo na juventude de hoje. É isso, ou, abracemos o apocalipse.

E um bom dia a todos nós presos ao Facebook, ao Insta e ao mundo virtual dos protestos, dos desabafos de ódio e dos sonhos raramente realizados.

Como diz nosso Eterno Chorão do Charlie Brown jr.: "Um dia essa porra ainda vai mudar".  

Texto: Ramon Ribeiro dos Santos

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Sempre ótimos dias para você e sua família!