O 7 de Setembro vai mesmo surtir efeito?

O 7 de Setembro vai mesmo surtir efeito?
Feriado nacional promete mudanças no rumo da política brasileira. Uma grande parte marcará presença em apoio ao presidente Jair Bolsonaro.
 
Anualmente, o Brasil comemora o 7 de setembro. É o feriado cívico de maior importância nacional, onde os brasileiros expressam seu amor à pátria e preservam a memória do episódio histórico em que o Imperador Dom Pedro I grita às margens do Rio Ipiranga a famosa frase: “Independência ou Morte”, em 7 de setembro de 1822, marcando o fim do Brasil Colonial e o nascimento do Brasil Império, que duraria até 15 de novembro de 1889, quando o então Imperador Dom Pedro II é deposto de seu cargo pelos militares, dando início à República que dura até hoje.
 
Apesar de ser muito mais simbólica do que impactante na história, dado ao fato de que fora a Imperatriz Regente Leopoldina que assinou a Independência do Brasil, em 2 de setembro daquele ano, a data se tornou um feriado de grande demonstração de patriotismo, civismo e amor à pátria, consolidando-se como um dia de total homenagem a reverência dos brasileiros ao Brasil. E isso é importante! O amor à nação demonstra que nós como cidadãos brasileiros, somos parte de uma imensa comunidade que precisa conviver em harmonia e civilidade para que as coisas funcionem e para que todos tenham as mesmas condições de exercer seus direitos e deveres segundo a lei e o 7 de setembro demonstra exatamente esta disposição dos brasileiros a isso. Mas tudo parece indicar que este 7 de setembro vai ser diferente, que será algo inédito na história do país, e isso se dá não apenas pelo fato do atual presidente estar convocando seus apoiadores a uma imensa manifestação política. Não. Parece ser bem mais do que isso. Sim, é fato. Bolsonaro irá mobilizar muitos apoiadores, mas este movimento já é até maior que o próprio presidente e o feriado deste ano já não está mais sob seu controle. O povo em grande parte, munido de sua autonomia, não tá nem aí pra partido ou político nenhum; o povo decidiu por si mesmo hastear a bandeira do Brasil em suas casas e coloca-las em seus carros como uma manifestação de apoio a este 7 de setembro e as razões que explicam isso se resumem em três fatores: instabilidade institucional, crise política e incertezas.
 
De fato, o Brasil vive um período de grande instabilidade política, jurídica, legislativa e administrativa, o que gera um imenso mar de incertezas. Ninguém sabe o que vai acontecer com o Brasil. E as pessoas estão se sentindo desamparadas. Estão sentindo seus direitos e sua liberdade ameaçados e isso acaba gerando uma enorme revolta popular frente às instituições, que segundo o povo que marcará presença, não estão cumprindo o papel que lhes cabe. Todo mundo entende que o Estado é importante, mas também se entende que o Estado deve servir a todos e se muitas pessoas comparecerem a este 7 de setembro, como estão dizendo, ficará claro o recado de que muita gente não está se sentindo representada pelo Estado.  
Segundo minha visão, são três coisas que despertaram a ira do povo: a ausência de reformas que o Brasil precisava para voltar a crescer e que não foram feitas, o clima de impunidade e a descrença ainda maior na classe política. Tirando os apoiares que o Bolsonaro ainda tem, grande parte da população vai mesmo ao 7 de setembro fazer um apelo para que os governantes e as autoridades cumpram o seu papel. E sim. Isso é legítimo. Todo povo tem o direito de se manifestar e de externar seu descontentamento frente às autoridades. A própria Constituição garante esse direito. Obviamente que haverão polos mais radicais impulsionados por narrativas antidemocráticas, como de Roberto Jefferson, incitando intervenção militar, mas esses são uma minoria sem a menor importância. O que vai de fato se destacar neste dia é o povo que não se sente representado pelas instituições democráticas, por mais que elas se afirmem ou se imponham, como vem fazendo constantemente.
Está bem claro para qualquer um ver que os Poderes Instituídos não estão mais ouvindo o povo, nem atendendo aos anseios da maioria da população. As instituições em grande parte estão trabalhando apenas em prol de seus próprios interesses, que muitas vezes, não correspondem aos interesses do João, da Maria, do Carlos, do Diego, da Ana, do Francisco, da Teresa, enfim, dos brasileiros. E esta manifestação expressará exatamente isso.
 
Já no dia 12, também haverá uma manifestação das pessoas que estão insatisfeitas e descontentes com o Presidente da República, tendo como principal pauta o impeachment. E isso também é absolutamente legítimo, pois corresponde aos padrões da democracia. Mas para que este movimento pró-impeachment do presidente possa surtir efeito, esta parcela precisa convencer as massas de fora do seu círculo que isso será benéfico para elas, apresentando provas e irregularidades cometidas pelo chefe do executivo e que a solução mais viável é que ele seja afastado. Sim. Fazer política é principalmente conversar com quem discorda de você. É importante lembrar que o Estado tem o dever de servir a todos na forma da lei e se várias pessoas, de várias camadas sociais e de diferentes posicionamentos se unem contra uma autoridade ou instituição esperando que suas exigências sejam atendidas, o movimento surte efeito quase que imediato. Um exemplo é quando a população saiu às ruas pelo impeachment da Dilma. Na época, havia uma massiva revolta popular diante dos crimes cometidos pelo partido da presidente e que estavam bem expostos pela Operação Lava-Jato, o que levantou pautas bem definidas, compartilhadas por pessoas de diversas ideologias, anseios e crenças, como combate à corrupção, reformas administrativas, abertura do mercado. Estas pautas, que haviam sido abandonadas pelo Executivo, uniram várias pessoas de diferentes visões e com o apoio e divulgação da grande mídia, o movimento se mostrou tão forte que praticamente forçou os parlamentares a votar a favor da deposição da petista.
Fenômenos assim não são comuns e no caso de Bolsonaro, ele ainda possui apoiadores numerosos, o que dificulta os parlamentares de votarem pelo seu afastamento, ainda mais quando o presidente costurou o congresso a seu favor. Mas no fim das contas, é o povo em sua totalidade máxima que promove mudanças radicais no país. Se houver um número muito grande de pessoas aderindo ao movimento do 7 de setembro, podemos sim esperar uma mudança de comportamento por parte das autoridades.  
No fim, o que dita os rumos do país mesmo é o povo e isso é democracia. E é na democracia que eu sigo acreditando.
 

Redação: Ramon Ribeiro

 

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