História De Um Casamento nos mostra as faltas que levam ao divórcio

História De Um Casamento nos mostra as faltas que levam ao divórcio

O que faltou no casamento de Nicole e Charlie?

Em se tratando do processo de divórcio, uma experiência absolutamente destrutiva na vida de qualquer ser humano, em sua psique, sua moral e principalmente em seu espírito, não faltou nada que Nicole Barber (Scarlett Johansson) e Charlie Barber (Adam Driver) não tivessem vivenciado, sufocado e sofrido juntos, ainda que separados.

Mas enquanto estavam casados, faltou tudo. Faltou diálogo, faltou perdão, faltou empatia, faltou “oração”. E é este último elemento que salva toda e qualquer família da destruição arquitetada pelo inimigo, pois se o ser humano é em essência inclinado ao pecado, ao egoísmo e às tentações da carne, Deus Pai em toda a sua benevolência e Graça, convence o homem e a mulher da natureza pecaminosa que possuem e do quanto podem ser cruéis, “ainda que respeitando as leis humanas”, sem a presença de Cristo em seus corações.

São poucos os dramas de romance que prendem tanto a nossa atenção a ponto de, com um choque de realidade, nos depararmos com o desgaste, a desonestidade, o orgulho e o egocentrismo presentes em um processo de divórcio. “História de um Casamento” (Marriage Story) consegue realizar este feito em nós com maestria. A cena em que envolve os advogados de defesa de ambos os ex-cônjuges é desesperadora. Enquanto vemos seus advogados utilizando-se de seus talentos de persuasão e argumentação da forma mais fria possível para que o júri decida a guarda do filho Henry (Azhy Robertson), que alienado a tudo o que acontece, já não é mais apenas um vínculo de amor, mas também um objeto de disputa; Nicole e Charlie se olham com profundo remorso e nos passam a impressão de pensarem: “Como chegamos até aqui?”

Ela, uma talentosa atriz que tem uma carreira promissora em Hollywood, ele, um renomado diretor de teatro que é reconhecido por suas majestosas peças, e premiado por isso. Até mesmo os talentos que ambos construíram e se completaram juntos, alcançando sucesso e reconhecimento, viram logo objeto de disputa, expondo em júri os pecados indefensáveis de cada um. Charlie comete adultério ainda no casamento. Nicole invade os e-mails particulares do ex-marido e ambos caem em um abismo de imoralidade e desonestidade tão profundo que acabam tendo que provar à assistente judicial que são bons e exemplares pais, ainda que pareça uma missão impossível quando precisam estar juntos para o saudável desenvolvimento do filho.

Charlie se encontra sem rumo e sem “roteiro” e acaba tendo que improvisar tudo em sua vida para conquistar o direito de guarda compartilhada de seu filho, pois ao perceber que Nicole quebra suas expectativas no que diz respeito a não envolver advogados na separação, ainda é surpreendido com o fato de ela ter minado suas opções de arranjar um representante, simplesmente por ter se consultado com o maior número deles.

Nicole, ao tentar planejar cada passo do divórcio, como uma peça teatral, vê tudo sair do controle e com suas emoções abaladas, se agarra ainda mais ao filho, adotando medidas inocentes e também questionáveis para afastar o pai cada vez mais da presença do garoto.

E diante de tudo isso, me pergunto se tudo isso era mesmo necessário. Não defendo que pessoas tenham que se prender a relacionamentos abusivos que privam nossa liberdade. Mas a leitura que se faz do casamento de Charlie e Nicole é que eles eram um casal feliz. Nota-se isso de início nos textos apresentados de um sobre o outro nos primeiros minutos do filme.

 

O que então aconteceu?

A resposta está na pergunta e podemos com ela fazer uma retórica: o que não aconteceu? Simplesmente não aconteceu atitude cotidianas que, ainda que pequenas, podem salvar um casamento: o diálogo, um gesto de carinho, uma caixa de bombons, um café da manhã discutindo as notícias, um ombro amigo para desabafar coisas desagradáveis que aconteceram no trabalho, um beijo ainda que tímido pela rotina, a aptidão em ouvir o outro e saber ceder por um bem maior, que é o matrimônio. Sem essas coisas, o casamento esfria, o amor acaba e ambos, com o tempo, se tornam apenas dois estranhos. Mas uma coisa fundamental faltou: a oração e o temor a Deus. É isso que blinda o casamento dos ataques do inimigo. E é por conta disso que o inimigo têm tido tanto sucesso nos dias atuais. As taxas de divórcio aumentam a cada ano. E isso se dá pela falta de Deus na vida das pessoas. Muitos já se esqueceram de quem é Deus. E isso afeta os casamentos! Algo tido como um projeto de Deus arquitetado para cada um de seus filhos e que de modo algum deveria ser rompido. Infelizmente o mundo está contaminado pelo pecado e os divórcios existem. O que podemos fazer é nos proteger dele, entregando nossas vidas a Deus para que Ele nos proteja e nos abençoe.

Faltou isso no casal da trama. E esta ausência tão bem trabalhada merece o Oscar.   

 

Ramon Ribeiro - Professor e Redator

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