Conheça o Sistema de Recompensa do Cérebro!

O sistema de recompensa é um mecanismo que o cérebro recebe quando detecta sensações de prazer, sejam elas qual forem: "Sexo, bebidas, drogas, comida, poder, imponência, reconhecimento alheio, superação e vitória". É uma das partes do cérebro mais estudadas pela ciência atualmente. Seus estudos têm como finalidade a batalha contra os vícios e dependências químicas que são na prática, ligadas ao prazer. O estudo também foca no combate a doenças como câncer, obesidade e depressão, ambas causadas pelo prazer explícito e a busca incontrolável por este prazer, na gula, no tabagismo e na queda de auto-estima. 

O prazer explícito sentido pelo cérebro dura poucos segundos e isso faz com que a pessoa sempre busque novamente esse prazer, através de alimentos gordurosos, drogas, sexo e bebidas alcoolicas. Todas as drogas que conhecemos hoje estimulam o sistema de recompensa e estão na lista também os hambúrgueres, salgados, doces e pizzas. O negócio é sério! Saiba mais!

De Marcia Kedouk - Livro Prato Sujo

Desde que o mundo é mundo, seu cérebro se prostitui em troca de calorias. Ele até sabe que salada é mais digna para a saúde, mas se vende por qualquer porção de gordura e açucar que apareça. Isso vem de longa data. Como nossos ancestrais não podiam comprar filés e batatas congeladas no mercado mais próximo, saíam à caça para garantir o jantar. Só que nem sempre o dia de trabalho rendia. 
O cérebro que pensa em tudo, criou mecanismos de sobrevivência para livrar a espécie da extinção em tempos de gazelas magras. Um deles foi estocar qualquer caloria excedente em forma de gordura. Assim, o corpo poderia recorrer a essas reservas internas quando o mundo lá fora estivesse muito cruel. Outro foi aprender a identificar, pelo cheiro e pelo gosto, os alimentos mais energéticos, que costumam ser adocicados. Já os maiores venenos da natureza são amargos - nossa aversão a eles é fruto de uma engenhoca neural de preservação. 
Mas como convencer alguém a comer mais do que precisa para acumular reservas de gordura, quando a fome já foi embora? Nunca menospreze o poder do cérebro. Ele desenvolveu um circuito chamado centro de recompensa. Toda vez que você come um alimento bem calórico, estimula essa região a liberar uma descarga de dopamina, a substância inebriante do prazer. A sensação é tão boa que dá vontade de repetir sempre, em um processo parecido com o da excitação sexual. "O funcionamento das áreas ligadas ao raciocínio e ao pensamento lógico é reduzido, e a atividade nas regiões mais profundas e mais antigas do cérebro, que são responsáveis pelas emoções e pelos instintos, aumenta", detalha o neurologista Leandro Telles. 
Na prática acontece assim: quando as reservas de energia estão baixas, o corpo produz hormônios que estimulam a fome. Os sentidos, como a visão e o olfato, ficam aguçados. Aí, você vê uma comida (ou sente o cheiro ou então pensa nela) e já começa a salivar. Seu estômago se prepara liberando sucos gástricos que vão dissolver toda a refeição. Quanto mais calórico for o alimento, mais seu cérebro fica animadinho. 
 
Leia mais no livro: Prato Sujo - Marcia Kedouk
                                   Apoio: Revista Super Interessante
                                   Editora: Abril
  
Marcia Kedouk é jornalista, colaboradora da SUPERINTERESSANTE, da BOA FORMA, da RUNNER'S, da WOMEN'S HEALTH BRASIL, da WORLD BRASIL e da VOCÊ S/A. Foi editora das revistas CLAUDIA e NOVA. 
 
Com base no texto de Marcia Kedouk, leia atentamente o documentário de Silvia Helena Cardoso e Renato Marcos E. Sabbatini.

O Sistema do Prazer, as Drogas e a Sociedade

A busca constante por estímulos prazerosos, como alimentos saborosos, uma cerveja geladinha e a relação sexual excitante, está associada a um "sistema cerebral de recompensa", assim denominado pelo neurobiólogo americano James Olds nos anos 60. Trata-se de uma complexa rede de neurônios que é ativada quando fazemos atividades que causam prazer. Este sistema nos fornece uma recompensa sempre que fazemos determinadas atividades, levando-nos, portanto, a repetir aqueles atos. Biologicamente, ele tem uma função específica e essencial: garantir a sobrevivência do indivíduo e da espécie, ao dar motivação para comportamentos como comer, beber e reproduzir-se.

Infelizmente, não somente as funções fisiológicas normais estimulam este sistema, mas também o fazem o álcool e outras drogas de abuso, e as vezes gerando um prazer muito mais intenso do que as funções naturais.
Como afirmam os autores do artigo Abuso de Drogas desta edição: "quando uma pessoa usa uma droga psicoativa e o efeito por ela produzido é de alguma forma agradável, este efeito adquire o caráter de uma recompensa". De fato, estudos experimentais comprovam que todos os comportamentos que são reforçados por uma recompensa tendem a ser repetidos e aprendidos. Estudos mais recentes demostraram que o sistema de recompensa é subjacente a drogas como morfina, heroína, cocaína, álcool e até mesmo a nicotina do cigarro.
Embora possa provocar inicialmente euforia e bem-estar, dando aos drogaditos uma falsa idéia de efeito benéfico, a influência das drogas sobre o sistema de recompensa, ao tornar-se crônica pela repetição do uso, acaba conduzindo a um poderoso e inescapável ciclo de adição, muitas vezes danificando o cérebro e outros órgãos.
Se pensarmos bem, este fato biológico está por trás de uma infinidade de dramas pessoais e sociais e uma modificação talvez irreversível das sociedades, que sofrem pesadamente com o domínio ilícito das atividades de exploração econômica da drogadição. Nos EUA, por exemplo, estima-se que 63% (1) de todas as atividades criminosas, de roubos a assassinatos praticados por gangues e traficantes, e um número incontável de mortes e doenças, são causadas direta ou indiretamente pelo uso de drogas de abuso por uma parcela relativamente pequena da população. Em países como a Colômbia, e nas grandes cidades do Brasil, estas estatísticas podem ser ainda piores. É, sem dúvida uma epidemia assustadora, e a maior tragédia desse final de século.
Por isso, é tão urgente a compreensão dos mecanismos cerebrais da drogadição pela neurociência. Por que ela ocorre? Como bloqueá-la?
O objetivo dos experimentos nos quais alguns cientistas estão engajados é descobrir a natureza química dos sistemas mediadores da recompensa. Também nesta edição, no artigo "A Síndrome da Deficiência da Recompensa", são apresentados os mecanismos cerebrais deste sistema intrigante, as causas e consequências de sua deficiência e uma breve explanação de escassas tentativas terapêuticas para o fenômeno da adição.
Um dado curioso que emerge das diversas pesquisas nesse campo é que a ação de quantidades minúsculas da droga que chegam ao cérebro, alteram de forma  poderosa o comportamento, ao mexerem com os mecanismos normais da neurotransmissão. Uma descoberta fundamental, na década dos 60s, posteriormente confirmada para muitas outras drogas, é que nosso cérebro tem neurotransmissores com estrutura química semelhante às drogas de adição (como as endorfinas, literalmente, morfinas endógenas!) e receptores químicos nas membranas que reagem especificamente às drogas circulantes.
Portanto, o segredo da compreensão do controle das funções cerebrais na drogadição está principalmente em entender os nossos processos químicos de informação. Se pudermos entender como estes sistemas interagem para produzir estes comportamentos, e se soubermos o suficiente sobre  a neuroquímica, poderemos eventualmente intervir e bloquear ou corrigir as alterações
Mas isso não é tudo. Precisamos também entender melhor os mecanismos psicológicos individuais e sociais que estão por trás do fenômeno da drogadição. Afinal, todos nós temos esses sistemas cerebrais, neurotransmissores e receptores, mas apenas alguns de nós sucumbem ao abuso de drogas.
Estas são questões-chave para o Milênio que se aproxima, e que nós, da Revista "Cérebro & Mente". queremos entender e ajudar a divulgar.
Os Editores: Silvia Helena Cardoso e Renato M. E. Sabbatini
    
Colaboração: REVISTA SUPERINTERESSANTE
                           EDITORA ABRIL
                           CEREBROMENTE.ORG.BR
 
Bem Estar Ouro Fino

 

 Redes Sociais

    

Um site feito especialmente para você que procura o melhor do bem-estar e auto-estima na Internet, sempre tendo a comodidade de encontrar um conteúdo saudável na web, que promova sempre o bem, o amor, a paz, o otimismo, a alegria, o conhecimento, a música, a informação e a educação. 

Nosso site está localizado na cidade de Ouro Fino, no Sul de Minas Gerais, como a primeira empresa de publicidade globalizada culturalmente de nosso município, promovendo a qualidade da internet ourofinense e do Brasil. Aproveite sempre o que o mundo tem de melhor! 

Sempre ótimos dias para você e sua família!