A sensatez de Mourão | Editorial

A sensatez de Mourão | Editorial

 

Vice-presidente é exemplo em suas atitudes frente a pandemia. Não descarta a importância de um tratamento precoce, como fazem os ativistas “pró-vacina”, e ao mesmo tempo, não despreza a tamanha necessidade da vacinação, afirmando ser um pacto coletivo, contrariando a patrulha do presidente Bolsonaro, que desmerece o árduo trabalho dos cientistas e da comunidade médica. 

Precisamos de mais mentes abertas como Hamilton Mourão.

 

Como todos já sabem, Mourão contraiu a Covid-19 no fim do ano passado, adotando imediatamente o tratamento precoce com hidroxicloroquina, nitazoxanida e azitromicina.

Já é de conhecimento do público e amplamente propagado o fato de que esses medicamentos não possuem eficácia comprovada contra o coronavírus, contudo, a prescrição médica é permitida pelo Ministério da Saúde como medida profilática, desde que o paciente se responsabilize pelos riscos. E o que temos presenciado até o momento é que o tratamento precoce realizado com estes medicamentos tem sido eficiente em pessoas que o adotaram, tornando-as recuperadas e neutralizando o vírus antes que ele se agrave.

Apesar da eficácia registrada em pacientes que tiveram o vírus neutralizado, a importância da vacina não deve ser descartada como solução e veredito para esta pandemia. Mourão, recuperado do Covid-19, não se tornou um agente “anti-vacina”, mas apenas adotou a postura de toda pessoa minimamente sensata, com mente aberta e disposta a colaborar com a saúde coletiva, fazendo a sua parte. Mourão não politizou a pandemia, como muitos vêm fazendo de ambos os lados. Enquanto uns espalham teorias mirabolantes sobre possíveis efeitos adversos das vacinas, alegando a todos que não irão toma-la, o outro lado, por sua vez, condena os medicamentos permitidos pelo próprio Ministério da Saúde desde a gestão de Mandetta para o tratamento precoce. E sim. Nem a vacina, nem o tratamento precoce, estão livres de apresentarem efeitos colaterais, mas infelizmente, ambas as militâncias ideológicas, pró e contra governo, só reconhecem a ineficácia do lado oposto.

É fato que Bolsonaro não ajudou em nada a reverter este quadro de antagonismos extremos. Suas declarações, em grande maioria, não transmitem seriedade ou segurança e são cheias de escárnio. Porém, existe também uma cegueira política que domina grande parte dos brasileiros com relação à vacina e outra grande parte com relação ao tratamento precoce. Ambos os lados tem seus fanatismos, motivações, incentivos e razões.

É justa a preocupação para com os possíveis efeitos adversos que as vacinas podem trazer, pois além de terem sido produzidas em tempo recorde, foi utilizada uma nova técnica, chamada RNA. Até então, nenhuma vacina utilizando esse método foi aprovada, comercializada ou ministrada em seres humanos em qualquer parte do planeta. Mas vale também ressaltar que as pesquisas já estavam sendo feitas desde as epidemias de SARS e MERS e este fator contribuiu muito para a agilidade e crescimento da eficácia. Contudo, existem outros motivos muito diferentes para um tempo tão curto de produção. Você pode saber mais acessando esta matéria da BBC.

E também é justo o desejo de parcela da população em aguardar um termo de responsabilidade dos fabricantes pelos possíveis efeitos adversos, afinal, vacina sempre foi algo muito sério e não é conveniente toma-las simplesmente por posição política, mas sim para salvar vidas e gerações.  Afinal, até o momento, não houve nenhuma confirmação oficial por parte da comunidade médica e científica comprovando a total eficácia de seus imunizantes. Pelo contrário. As indústrias farmacêuticas que desenvolveram as vacinas buscam se blindar juridicamente por possíveis e até prováveis efeitos indesejados que podem vir a ocorrer após meses ou anos. Efeitos colaterais que podem colocar em risco a vida de pessoas comuns. No grupo que considera este fator, não há nenhum movimento anti-vacina, mas sim uma cautela que só o tempo dirá se foi ou não necessária.

O fato é que as vacinas já salvaram muitas vidas ao longo da história da humanidade e da ciência e negá-las é quase um ato de demência que beira o caos social. A vacina é mais urgente do que nunca, contudo, o tratamento precoce continua sendo uma alternativa que raramente tem falhado no histórico de doenças e com a atual pandemia, não é diferente.

Precisamos, antes mesmo do fim da pandemia, findar de vez esta polarização política acerca da vacina e do tratamento precoce. O clima já está pesado e o debate muito empobrecido.

O vice-presidente é exemplo em suas atitudes frente a pandemia. Não descarta a importância de um tratamento precoce, como fazem os ativistas “pró-vacina”, e ao mesmo tempo, não despreza a tamanha necessidade da vacinação, afirmando ser um pacto coletivo, contrariando a patrulha do presidente Bolsonaro, que desmerece o árduo trabalho dos cientistas e da comunidade médica. 

Precisamos de mais mentes abertas como Hamilton Mourão.

 
Redação: Ramon Ribeiro - Bem Estar Ouro Fino
 
Sites de Referência: 
 

Saúde / Pandemia

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