A cidade que só não emprega quem não quer trabalhar

A cidade que só não emprega quem não quer trabalhar

Quem é ourofinense sabe. Nosso mercado é distribuído em sua maioria por empreendimentos de pequeno porte que exigem de seus proprietários um planejamento cuidadoso e ao mesmo tempo, ousado. Não é fácil manter um negócio e é ainda mais difícil fazê-lo crescer, diante da ampla concorrência composta pelos grandes lojistas e pela crise que ainda nos encontramos decorrente à atual pandemia que ameaça uma segunda onda. Ainda assim, como todo bom brasileiro, o ourofinense também tem garra e acorda cedo, trabalha duro e se sustenta da maneira que é possível. Uma coisa, o cidadão de Ouro Fino pode garantir: ninguém está no ócio. Ou se está empregado, ou está tocando o próprio negócio, ou está fazendo serviços autônomos para se manter e isso é uma realidade puramente nacional. Mesmo com este quadro de constante luta pela sobrevivência, Ouro Fino ainda é um mercado fechado e muito limitado e foi esta a crítica trazida pelo vídeo: “Ouro Fino encerra mais um ciclo de gestão SEM EMPREGO” disponível aqui para você conferir, caso queira.

No vídeo, é levantada a questão da escassez de um mercado mais amplo e com mais oportunidades de crescimento, principalmente para a parcela jovem da população, que tem sonhos, projetos e anseios de se realizarem plenamente com um emprego fixo.

Sim! Emprego! Uma palavra que, segundo algumas pessoas, é um termo pejorativo atribuído a desocupados que, segundo eles, não querem trabalho. É importante repensar até que ponto uma afirmação simplista como essa é verdadeira, pois trabalho, apesar de ser um termo louvável, é também um termo muito amplo e que ninguém, absolutamente ninguém, vive sem ele em suas vidas.

De uma forma ou de outra, todos trabalham, e isso não se limita apenas ao mercado empregatício, mas também ao trabalho doméstico, familiar, comunitário e até voluntário. E se trabalho é uma realidade concreta e diária da população, não há motivos para não ver que o emprego também deve ser presente na vida de cada pessoa de um município, principalmente quando este está em falta e é um direito básico garantido por lei na nossa Constituição.

Tá lá no Artigo 6º: São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. Aqui, trabalho e emprego são um conjunto de direitos garantidos por lei, sendo estes inseparáveis para o exercício da cidadania, que engloba o usufruto de uma melhor qualidade de vida. Não é isso que estamos vendo em nossa cidade.

 

Enquanto os trabalhos temporários e informais surgem a todo momento, o emprego, que garante ao cidadão sua contribuição previdenciária, estabilidade financeira e maior perspectiva de seu próprio futuro, está em falta, e isso se deve à ausência de um mercado mais aberto, de cursos profissionalizantes, de incentivo ao empreendedorismo e maiores investimentos em ações sociais por parte das empresas, visando uma maior inclusão social.

Este é o apelo que fazemos à população. Que não depreciem um direito tão fundamental para o exercício da cidadania. E um apelo aos próximos governantes; que não ignorem o anseio popular indispensável para o crescimento e desenvolvimento de uma nação.

Se as pessoas não reconhecem seus próprios direitos, quem dirá os governantes.  

 
Redação: Ramon Ribeiro 

 

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